Título Sugerido (H1):

Divinópolis: Onde a Moda é Pública, mas o Desejo deve ser Secreto

Texto do Corpo:

Divinópolis não para. O barulho das máquinas de costura, a correria das confecções, a pressão para estar sempre bem vestida e bem sucedida. Aqui, você vale o que você produz e a imagem que você vende. Você é a empresária firme, a esposa que administra a casa e o negócio, a mulher que não pode errar.

Mas e quando a porta do escritório fecha? Quem cuida de quem cuida de tudo?

Minha presença em Divinópolis é estritamente profissional. Venho para fechar parcerias, visitar indústrias e negociar. E é justamente esse meu perfil de "homem de negócios de fora" que oferece a você o disfarce perfeito. Almoçar comigo no Peixe Dourado ou tomar um café no centro não levanta suspeitas. Para a sociedade, somos apenas dois profissionais discutindo mercado. Para nós, é a preliminar de algo muito mais intenso.

Relato Real: O "Intervalo" da executiva

Aconteceu numa das minhas últimas viagens a Divinópolis. Ela é uma mulher respeitada na cidade, daquelas que parecem carregar o mundo nas costas. Empresária, bem relacionada, casada com um homem influente, mas que já se acomodou na relação há anos. A vida dela se resume a resolver problemas e manter a pose de "mulher forte".  Ela me mandou uma mensagem às 11h da manhã: "Não aguento mais ouvir gente me chamando. Preciso de silêncio e preciso de você. Tenho uma hora de almoço."

Eu estava hospedado num hotel discreto, próximo à região dos shoppings atacadistas. Ela disse na fábrica que iria almoçar com um "representante de tecidos de SP". Ninguém questionou. O álibi era sólido como rocha.

Quando ela entrou no meu quarto, ela não parecia a empresária durona. Parecia uma menina fugindo da escola. Ela não queria conversar sobre tecidos, nem sobre política, nem sobre a crise. Ela soltou o cabelo, tirou o blazer caro e disse: "Por uma hora, eu não quero mandar em nada. Eu quero que você mande em mim."

Foi visceral. Ali, enquanto a cidade lá fora continuava a mil por hora produzindo moda, nós estávamos despidos de qualquer etiqueta. Eu a tomei com a calma que falta na rotina dela. Sem pressa, mas com firmeza. Ela gemia baixo, abafando o som no travesseiro para não perder a compostura, mas o corpo dela tremia em agradecimento. Ela precisava daquilo: deixar de ser a "Chefe" para ser apenas fêmea.

Foram 50 minutos. Ela se vestiu, retocou o batom e se olhou no espelho. O semblante de estresse tinha sumido. — "Agora eu consigo encarar o resto do dia." — ela disse, me dando um último beijo rápido.

Ela voltou para a fábrica, liderou sua equipe e jantou com o marido à noite como se nada tivesse acontecido. Mas toda vez que ela olhava para o "representante de tecidos" (eu), ela sorria por dentro. Ela sabia que, no meio de uma terça-feira caótica em Divinópolis, ela tinha vivido o melhor momento da semana dela.