Seu Amante Interior de Minas
Sua melhor confissão não será na igreja.
Seu Amante Interior de Minas
Sua melhor confissão não será na igreja.
Local: Um Airbnb discreto
Eu a recebi no apartamento que aluguei para aquela semana de negócios. Era uma casa, silenciosa, onde ninguém faria perguntas. Quando ela entrou, notei a tensão imediata em seus ombros. Ela usava um vestido social impecável, típico de quem saiu do escritório direto para o desconhecido, mas seus olhos denunciavam a ansiedade de 12 anos de um casamento morno.
Nas nossas mensagens, ela havia desabafado: "Sinto que virei apenas a mãe das crianças e a gestora da casa. Esqueci como é ser olhada com desejo."
Eu não perdi tempo perguntando sobre a vida lá fora. Apenas servi duas taças de vinho e a deixei falar. Aos poucos, o álcool relaxou a postura dela, mas o corpo ainda estava em alerta. Quando me aproximei para o primeiro toque, ela recuou levemente, sorrindo nervosa: "Podemos ir com calma? Eu nunca fiz isto..."
Sorri e concordei. "Não temos pressa. Vire-se, vou tirar esse peso das suas costas."
Com minha experiência, sugeri uma massagem, pois já fiz vários cursos de massagem, inclusive massagem tântrica. Ela deitou-se de bruços, ainda vestida. Comecei manipulando os ombros por cima do tecido, minhas mãos firmes desfazendo os nós de tensão que a rotina doméstica havia criado. A respiração dela começou a mudar. Aos poucos, fui retirando o vestido, peça por peça, até que minhas mãos deslizassem diretamente sobre a pele quente e macia dela com um óleo morno.
A massagem, que começou terapêutica, logo virou uma exploração. Desci para a lombar, contornei os quadris, sentindo-a arquear as costas e soltar gemidos abafados no travesseiro. O ambiente mudou. O que era relaxamento virou eletricidade.
Em um movimento fluido, fiquei de joelhos na cama, ao lado do rosto dela. Eu já estava nu, e meu desejo era evidente, pulsando forte e muito perto dela.
Ela virou o rosto devagar. Ficamos nos olhando. Eu vi a dúvida nos olhos dela por um segundo, lutando contra a moral e os costumes da cidade pequena. Mas o instinto falou mais alto. Vi o momento exato em que a "esposa recatada" saiu de cena. Ela não esperou. Virou-se e tomou a iniciativa com uma voracidade que me surpreendeu. Havia uma fome nela, uma urgência de sentir gosto de homem, de sentir algo real e proibido.
Foi ali que a barreira quebrou. O que se seguiu foi intenso e cru.
Mas a imagem que não sai da minha cabeça aconteceu segundos antes de eu a tomar completamente. Ela parou, tirou a aliança dourada do dedo e a colocou sobre a madeira fria da mesa de cabeceira. O som do metal batendo foi o único ruído no quarto.
Ela me olhou, com a respiração falha, e decretou: "Nesta cama, eu não sou de ninguém. Sou só minha... e sua."
Naquelas horas, naquele quarto anônimo longe de sua casa, ela redescobriu a própria pele. Foi possuída não como uma esposa, mas como uma mulher livre. Quando saiu, ajeitou o vestido e o cabelo. O nervosismo tinha sumido. No lugar, havia o sorriso enigmático de quem carrega um segredo delicioso que a cidade inteira jamais desconfiaria.
Vocês me perguntam sobre risco. Na cidade grande, o risco é anônimo. No interior, o risco tem nome, sobrenome e frequenta a mesma igreja que você. E é justamente isso que torna tudo viciante.
Aconteceu numa cidade média do Sul de Minas. Eu estava hospedado no hotel central, fechando negócios com fornecedores locais. Ela? Uma das mulheres mais respeitadas da cidade. Casada com um fazendeiro local, daquelas que organizam os chás beneficentes e sentam na primeira fila da missa. A "esposa troféu" intocável.
Era época de uma grande festa agropecuária na região, um daqueles eventos em sítios chiques onde a cidade inteira vai para ver e ser vista. O marido dela, como sempre, estava bêbado de whisky e política, falando alto com os amigos num canto, esquecendo que tinha uma mulher deslumbrante ao lado.
Trocamos mensagens discretas. Ela disse: "Estou sufocada. Todo mundo me olhando, julgando minha roupa, meu sorriso. Queria sumir."
Eu respondi: "Eu estou com o carro estacionado na saída de serviço, aquela estrada de terra escura atrás do pavilhão. Você tem 20 minutos para 'esquecer algo no carro' e vir até mim."
Aqueles 20 minutos foram a eternidade mais perigosa que já vivi.
Estacionei meu sedan preto, blindado e com insulfilm G5 (o mais escuro possível), num recuo de eucaliptos, onde a escuridão era total, mas o som da festa ainda chegava longe.
Vi quando ela surgiu na estrada de terra, caminhando com dificuldade no salto alto, segurando a barra do vestido longo de festa. A cena era surreal: uma dama da alta sociedade fugindo para o mato.
Assim que ela entrou no carro, o cheiro do perfume caro dela impregnou o ambiente, misturado com o cheiro de terra úmida lá fora. Tranquei as portas. O silêncio do carro blindado criou uma bolha. Lá fora, ela era a senhora recatada. Aqui dentro, ela se transformou antes mesmo de eu dizer "oi".
— "Ninguém me viu sair..." — ela sussurrou, e já veio para cima de mim, passando para o banco do motorista, sentando no meu colo.
O contraste era insano. Ela estava vestida para um baile, cheia de joias, maquiagem impecável, mas levantou aquele vestido de grife até a cintura com uma vulgaridade deliciosa. Ela não usava calcinha. Tinha se preparado para o marido, que a ignorou, e agora entregava aquele presente para mim.
Não houve conversa. Apenas a urgência de quem pode ser descoberta a qualquer segundo. Reclinei o banco e ela cavalgou em mim ali mesmo, no escuro, enquanto os faróis de outro carro passavam pela estrada principal a 50 metros de nós.
— "Tem um carro vindo..." — eu avisei, segurando firme na cintura dela. — "Não para... se parar eu grito" — ela respondeu, mordendo meu pescoço, ignorando completamente o perigo.
A cada feixe de luz que cortava a escuridão lá fora, ela contraía mais forte, o medo servindo de combustível. Ela gemia baixo, abafando o som no meu ombro para que nenhum passante na estrada de terra ouvisse.
Eu a tomava ali, apertando aquele corpo que a cidade inteira admirava à distância, sentindo a pele quente dela suar sob o tecido fino do vestido de gala. Era sexo sujo, rápido, animal, feito por dois adultos que sabiam exatamente o preço do que estavam fazendo.
Quando ela gozou, foi tremendo inteira, as unhas cravadas no couro do volante, desmanchando a pose de boa moça.
Cinco minutos depois, ela ajeitou o vestido, retocou o batom no espelho do meu carro e respirou fundo. — "Como estou?" — perguntou. — "Impecável. Ninguém diria que você acabou de ser minha." — respondi.
Ela abriu a porta e voltou para a festa caminhando pela estrada de terra, plena, intocável.
O marido não fazia ideia de que, por baixo daquele vestido de milhares de reais, a mulher dele ainda levava o meu cheiro e a minha marca escorrendo pelas pernas.
O interior tem seus segredos. E eu sou o guardião dos melhores deles.